Após 137 mortes, alguns PMs do Espirito Santo voltam às Ruas

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Após oito dias de motim, policiais militares do Espírito Santo começaram a voltar às ruas na tarde deste sábado (11/2). O grupo foi visto no centro da capital capixaba, segundo informação da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Com mais de uma semana sem policiamento nas ruas, foram registradas, até o último balanço divulgado pelo Sindicato de Policiais Civis do Estado, 137 mortes na Grande Vitória.
 Apesar do envio de tropas federais para ajudar na segurança da região, a maioria das escolas, unidades de saúde e bancos seguem de portas fechadas. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais do estado (Sindpol), Jorge Leal, o ES já teve ao menos 300 lojas saqueadas e 666 veículos roubados ou furtados. A média, diz ele, é de 550 carros por mês.
Em coletiva de imprensa realizada nesta tarde, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, se pronunciou sobre a volta do policiamento nas ruas do Espírito Santo. Jungmann reconheceu as reivindicações como justas, mas disse que o limite delas é a vida e proteção da sociedade. “Não se pode aceitar nenhuma reivindicação que coloque em risco a vida da sociedade”, afirmou.
O responsável pela pasta aproveitou ainda para fazer um apelo aos policiais militares que ainda não voltaram ao trabalho na manhã de hoje, como previa o acordo entre Governo do Estado e quatro associações da Polícia Militar, realizado no início da noite de sexta-feira (10/2). “Fazemos um apelo aos policiais que honrem as suas fardas e seus juramentos e venham pra rua defender sua sociedade”, disse.

Acordo

A Polícia Militar do ES suspendeu a paralisação na manhã deste sábado (11/2). Depois de mais uma rodada de negociação, o governo local não se comprometeu com reajuste, porém, no acordo firmado em reunião no fim da noite de sexta-feira (10/2), prevê que vai analisar o cronograma de promoções e a suspendsão da punição dos PMs amotinados.
O governo do ES se comprometeu, ainda, a apresentar um cronograma para promover policiais que têm direito à progressão na carreira por tempo de serviço prestado e a formar comissão para analisar a carga horária da corporação e apresentar propostas em 60 dias.

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