Advogado diz que Sérgio Cabral não tem dinheiro para pagar a conta e deixa o caso

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 Os advogados que defendiam o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, se desligaram do processo da Operação Calicute, um braço da Lava Jato, que investiga o pagamento de propina em obras públicas. Ao G1 do Rio, o advogado Beno Brandão afirmou que a família não está em condições financeiras para honrar os honorários advocatícios.

“A gente pega a procuração do cliente, damos aquele atendimento emergencial e daí vamos ver: ‘olha, esta causa vale tanto’. Apresentamos um valor para a família, a família demorou um tempo para nos dizer e, ao final, disse: ‘nós não temos, a família não está dispondo de valores”, explicou o advogado.

Sérgio Cabral está preso na penitenciária de Bangu, no Rio de Janeiro, desde novembro do ano passado. De acordo com as investigações, ele recebeu propina de diversas empreiteiras por construções na cidade, incluindo a reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. Nesta quinta (26), o nome do ex-governador voltou a ser ligado a esquemas de corrupção, na operação Eficiência, que investiga também o empresário Eike Batista.

De acordo com a reportagem do jornal “O Estado de S Paulo”, o ex-governador já sinalizou a aliados que está mesmo disposto a propor um acordo de colaboração.

As provas consistentes reunidas pela Procuradoria da República e pela Polícia Federal praticamente anularam as chances do ex-governador de conseguir se livrar da prisão pelos métodos tradicionais – via habeas corpus. Cabral tem três mandados de prisão contra ele.

De acordo com a publicação, antes mesmo da Operação Eficiência expor detalhes sobre o esquema de lavagem de dinheiro criado para escoar valores desviados em obras no Rio de Janeiro, o peemedebista já vinha conversando com seus advogados sobre a possibilidade de fechar um acordo. A operação, porém, parece ter sacramentado a decisão do ex-governador.

Apontado pela PF como operador administrativo do suposto grupo criminoso ligado ao ex-governador, o ex-secretário de Obras do Rio, Hudson Braga, também parece estar interessado na deleção. Ele, que é companheiro de cela de Cabral, já teria até comunicado a Procuradoria e seus advogados sobre o interesse no acordo.

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